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domingo, 18 de setembro de 2011

Mercado Gospel

O surgimento e evolução do Mercado Gospel no Brasil se fazem peculiar não apenas em função de questões históricas como também pelas respostas éticas que a própria sociedade brasileira, ao longo desse processo, dá a essas questões de caráter religioso. O Brasil é um país marcado pela mistura de raças, de culturas, o que contribui como arcabouço para compreendermos a formação desse mercado que está em franco crescimento.
Uma das principais novidades do  mundo religioso no Brasil nas últimas décadas tem sido o crescimento das Igreja evangélica. Se, em 1980, os evangélicos correspondiam a cerca de 6.6% da população brasileira, o último censo revelou que, em 2000, os mesmos perfazem aproximadamente 14,6 % do total dos brasileiros (IBGE)
A “Cultura Gospel” possui uma estreita intimidade com cultura secular, podendo até mesmo ser concebida como um desdobramento desta. Em mundo pós-moderno as igrejas parecem ter se adequado a esta sociedade de consumo forjando ao que tudo indica uma nova cultura dentro das igrejas, produzindo uma elevada gama produtos e um estilo de vida “gospel” tendencioso ao consumo de serviços e bens religiosos. Dentro desta perspectiva ver-se o surgimento de um mercado voltado para os evangélicos, mas que também atinge o diversos setores da sociedade; contudo ao longo dos anos com presença dos evangélicos no Brasil, já era expressivo no campo editorial, mas sua evolução deu-se mormente por meio do mercado fonográfico. A essa conjuntura se junta o inegável aumento do número dos produtos comercializados para os evangélicos. Não é difícil encontrar produtos os mais variados, como roupas, cosméticos, cartões de crédito, versículos bíblicos, cadernos, agendas, ou, simplesmente o nome de Jesus. As grandes empresas também descobriram os consumidores evangélicos. Se em tempo passados, para um adepto ou simpatizante buscar artigos evangélicos como camisetas, discos ou livros a alternativa era procurar as tradicionais “livrarias, lojas evangélicas” hoje ele pode ir a qualquer loja de conveniências, magazine ou rede de supermercados para encontrá-los. É digno de nota  que o mercado evangélico passa a abarcar uma acentuada opção de renda e de trabalho para o crescente número de desempregados no mercado brasileiro.


Por Sullivan Eduino

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